Adrian Cowell nasceu em 1934, na cidade de Tongshan, China. Defensor do meio ambiente, Cowell foi co-fundador da TV Educativa para o Meio Ambiente da UNESCO. É também conhecido pelo seu projeto premiado das séries sobre o Opium, cuja elaboração durou 8 anos, incluindo 8 meses de prisão, atrás das linhas dos guerrilheiros de Berna. Torna-se amigo dos irmãos indigenistas ViIlas Boas que o o convidam para fazer um filme, intitulado "A Tribo que se esconde dos homens". Em 1980. Cowell começa um projeto de 10 anos filmando a destruição do meio ambiente, seus recursos naturais e os povos da floresta. Nascia a premiada série “A Década da Destruição”, exibida no mundo inteiro e que mostra o compromisso de Cowell com a Amazônia e seu povo.
Antônio Pitanga, Ator e Diretor. Estudou na escola de teatro numa época em que os negros não eram aceitos. Foi exilado durante a ditadura, quando militava no centro popular de cultura. Durante o cinema novo, o ator trabalhou muito em filmes de diretores ligados ao movimento como Carlos Diegues e Glauber Rocha, atuando em clássicos como "A Grande Feira" (1961), "Barravento" (1962), "Ganga Zumba" (1964), "Câncer" (1968). A convivência com os diretores que faziam o cinema novo despertou a vontade de dirigir filmes. Em 1978, fez "na boca do mundo". Na fase da retomada da produção nacional, atuou em "Como ser solteiro" (1996), "Mauá - O Imperador e o Rei" (1999), "Villa-Lobos, uma vida de paixão". Mais recentemente, atuou ainda nos longa-metragens "Apolônio Brasil - O campeão da alegria" (2003), e "Garotas do ABC" (2004). Em 2006, fez "Zuzu Angel", de Sérgio Rezende, cine-biografia da estilista que teve o filho, Stuart Angel, morto pelo regime militar e, em 2007, fez "O homem que desafiou o diabo" (2007, de Moacyr Góes. Atuou na novela "Celebridade" (2003) e, mais recentemente na minissérie "Amazônia - De Galvez a Chico Mendes" em 2007. Além de atuante pela causa negra nas telas de cinema, é membro do conselho do centro brasileiro de informação e documentação do artista negro, ONG idealizada pela atriz Zezé Mota que tem o objetivo de promover a inserção do artista negro no mercado. Em 2008, está no elenco da novela "Os mutantes - caminhos do coração", da Rede Record.
Ator nascido em São José do Rio Pardo, São Paulo, em 1953. Estreou no cinema em Xica da Silva (1976), de Carlos Diegues. Entre o fim dos anos 70 e começo dos 80, fez também O Cortiço (1978), de Francisco Ramalho Jr., Se Segura, Malandro! (1978), de Hugo Carvana, Parceiros da Aventura (1980), de José Medeiros, Quilombo (1984), de Carlos Diegues, e Nunca Fomos Tão Felizes (1984), de Murilo Salles. A partir daí, dedicou-se mais a trabalhos na televisão, só voltando ao cinema 17 anos depois em O Xangô de Baker Street (2001), de Miguel Faria Jr. Depois disso, fez ainda Condenado à Liberdade (2001), de Emiliano Ribeiro, Seja o que Deus Quiser (2002), de Murilo Salles, e Quase Dois Irmãos (2004), de Lúcia Murat.
Filmografia:
2002 - Seja o que Deus Quiser - Ator
2001 - Condenado à Liberdade
1999 - O Xangô de Baker Street
1984 - Nunca Fomos Tão Felizes
1984 - Quilombo - Zumbi
1980 - Parceiros da Aventura - Ator
1978 - O Cortiço - Ator
1976 - Xica da Silva - Ator
Exibido no CINEAMAZÔNIA: Choro e Ladainha
CANAL BRASIL - Luiz Carlos Barreto, Zelito Vianna, Marco Altberg, Roberto Faria, Aníbal Massaíni Neto, Patrick Siaretta e Paulo Mendonça.
Canal Brasil, único canal da televisão brasileira totalmente voltado ao cinema nacional, com uma programação 100% brasileira, com programas realizados ou co-produzidos com produtoras independentes e transmite toda a riqueza do cinema nacional nas telas da televisão. Durante seus nove anos, o Canal Brasil exibiu mais de 1047 longas, 127 médias e 809 curtas-metragens brasileiros, alcançando o reconhecimento por meio do Grande Prêmio da Crítica da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Prêmio Especial Mario Peixoto do Ministério da Cultura. Trata-se de um investimento na indústria do audiovisual brasileiro que reflete a aposta no resgate da cultura do país e fortalece o casamento entre o cinema brasileiro e a televisão, firmado em 18 de setembro de 1998, dia em que o Canal Brasil levou ao ar as suas primeiras imagens, com a exibição de “Sonho sem fim” (1986), filme de Lauro Escorel Filho. O Canal Brasil, desde 2004, sob direção-geral de Paulo Mendonça, apresentou uma série de novidades. Ampliou sua atuação e reformulou sua grade de programação com o objetivo de se tornar o Canal do Brasil. E isso é apenas a parte mais visível do projeto Canal Brasil. Por trás dela existe o firme compromisso de incentivar, promover, fomentar e divulgar a produção audiovisual e a cultura brasileira. O Canal Brasil é uma associação da Globosat com o Grupo Consórcio Brasil, formado por Luiz Carlos Barreto, Zelito Vianna, Marco Altberg, Roberto Faria e Aníbal Massaíni Neto, cinco dos mais conceituados cineastas brasileiros, além de Patrick Siaretta e Paulo Mendonça, diretor-geral do grupo.
CHICA XAVIER - Atriz nascida em Salvador Chica Xavier traçou sua vida profissional no cinema, televisão e teatro. Fez teatro na cidade do Rio de Janeiro onde vive. Casada com o ator Clementino Kelé desde 1956, Chica construiu sua carreira através de diversos trabalhos na Rede Globo, onde estreou na novela A Cabana do Pai Tomás, após treze anos de teatro. Nos seus 21 trabalhos participou de sucessos de audiência como Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, Os Imigrantes e O Rei do Gado. Seu trabalho mais recente é na atual novela das oito, Duas Caras, da Rede Globo, onde interpreta Dona Setembrina Caó. No cinema teve participação em filmes como A partilha, Inocência e no clássico O Assalto ao Trem Pagador. Chica Xavier atua há 49 anos, e tem posições firmes sobre temas como discriminação e inclusão social. Ela integra o conselho de curadores da Fundação Cultural Palmares, um dos movimentos que luta pelo resgate da cultura negra no Brasil.
Chico Diaz, é ator e já atuou em mais de quarenta filmes além de novelas e seriados da televisão brasileira. Seu último trabalho em cinema foi no longa-metragem O Contador de Histórias (2009). Em 2009, Chico Diaz foi premiado no Festival de Cinema do Rio de Janeiro. No Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Chico Diaz já conquistou o prêmio Candango de Melhor Ator (2002) pela atuação em Amarelo Manga, e, como Melhor Ator Coadjuvante pela atuação em A Cor do Seu Destina, em 1986. Ganhou o Kikito de Ouro do Festival de Gramado (1996) pela atuação em Corisco e Dada. Em 1998 levou dois prêmios: Melhor Ator do Festival de Cinema Brasileiro de Miami, e do Festival de Recife, pela atuação em Os Matadores.
Atriz premiada, ganhou o Troféu Candango de Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival de Brasília de 1997 por "Anahy de las Missiones" .,Ainda como melhor atriz, recebeu em 1996, o Troféu Candango do Festival de Brasília por "Corisco e Dada", e ganhou no Cine Ceará, em 2002, por "Amarelo Manga".
No Festival de Gramado de 2003, Dira Paes ganhou o Kikito de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante por "Noite de São João", filme que lhe deu também a indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Atriz Coadjuvante. Dira Paes recebeu ainda duas indicações ao Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Atriz por "O Casamento de Louise", de 2001, e "Amarelo Manga", de 2003. Em seu último filme, sucesso de bilheteria e critica em todo país, "2 Filhos de Francisco", Dira Paes interpreta Helena, mãe da famosa dupla sertaneja retratada pelo diretor Breno Silveira.
Dira Paes coordena também o Festival de Cinema de Belém oportunizando realizadores do cinema brasileiro mostrarem suas produções, além de integrar os cineastas da Amazônia.
1921.O ano que nasceu Frans Krajcberg, este polonês naturalizado brasileiro
em 57, que escolheu o Brasil para viver. Frans estudou engenharia e artes
na Universidade de Leningrado e foi oficial do exército polonês
durante a II Guerra Mundial.
Após
a guerra, mudou-se para a Alemanha onde estudou arte na Academia de Stuttgart.
1948 é o ano da imigração para o Brasil.
Vivendo entre São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro inicia
na década de 60 suas esculturas com troncos de árvores mortas,
observando os vestígios da mata atlântica.
Realiza diversas viagens para a Amazônia e para o Pantanal Mato-Grossense,
fotografando e documentando os desmatamentos, além de recolher
materiais para suas obras, como raízes e troncos calcinados.
Desde 1972 mantém ateliê em Nova Viçosa, no sul da
Bahia, onde mora. Publica o livro A Cidade de São Luiz do Maranhão,
em 1981, com fotografias de sua autoria e, em 1986, o livro de fotografias
Natura.
Em 1998, recebe o Prêmio Multicultural Estadão, do jornal
O Estado de S. Paulo.
Em
2000, são lançados os livros Frans Krajcberg Revolta e Frans
Krajcberg Natura.
Frans Krajcberg é um ecologista incansável que vive a reafirmar
sua paixão e luta pela natureza.
Geraldo Sarno - Cineasta - Geraldo Sarno cineasta baiano es uno
de los directores de mayor talento de la generación que revelo nombres
como Glauber Rocha, un grupo que huía de las pinturas oficiales coloridas
para mostrar el Brasil como de fato es. Dirigió grandes clásicos
del cine documental brasileño, Viramundo (1965), adonde su temática
principal es la migración nordestina para São Paulo. El film fué
producido en los primeros momentos de la dictadura que asumió el Brasil
en 1964, causando impacto por abordar la realidad em un tiempo en que el país
vivia una época conturbada, con restricciónes ideológicas.
Viramundo seria el primero de una série de estudios sobre la cultura del
campo ( Sertão), entre los cuales, Viva Cariri! (1969), Vitalino / Lampião
(1969), Padre Cícero (1970), Jornal do Sertão (1970), A cantoria
(1971), Casa Grande e Senzala (1974), Eu Carrego um Sertão Dentro de Mim
(1980) e A terra queima (1984). Sarno integró el Centro Popular de Cultura
da Bahia. Abordó temas como la reforma agrária, entre ellos Mutirão
em Novo Sol (1963), una obra que se extravio durante el período militar.
Filmo también la religiosidad popular en Iaô (1976), sobre los cultos
afro-brasileños, e Deus é um fogo (1987), sobre el catolicismo y
las izquierdas latino-americanas. Dos largos-metraje cllamaran la atención
del gran público: O Pica-Pau Amarelo (1973) y Coronel Delmiro Gouveia (1977).
La película sobre Delmiro Gouveia trajo un retrato de la fuerza de las
empresas transnacionales, en un momento en que la política brasileñ
todavia vivia momentos nacionalistas. Desde 1996 está al frente de la revista
Cinemais, y realiza una série de documentales intitulada A linguagem do
cinema, compuesta de entrevistas con directores brasileños, entre ellos
Walter Salles, Júlio Bressane, Carlos Reichenbach, Ana Carolina y Ruy Guerra.
Trabaja actualmente em un largo metraje de ficción Gavião, el Cangaceiro
que perdeu a cabeça.
Desde jovem freqüentando grupos de cineastas em Salvador, em 1966 Hermano Penna agrega-se aos grupos que faziam cinema em Brasília, mudando-se para São Paulo onde se dedica à direção de fotografia e roteiros de inúmeros filmes. Desenvolve a carreira na direção de documentários, vários exibidos no programa Globo Repórter.
Com seus dois filmes de longa metragem, Sargento Getúlio e Fronteira das Almas, anteriores a Mario, Hermano Penna reuniu 32 prêmios, em festivais nacionais e internacionais. Dois prêmios têm especial sabor para o diretor: o prêmio de Melhor Filme em Gramado para Sargento Getúlio e o de Melhor Filme no III RioCine para Fronteira das Almas. Um outro prêmio que ele não esquece, pelo encontro promovido, foi o de Melhor Direção no Festival de Locarno, dividido com Spike Lee.
Com uma relação profunda com a Amazônia, especialmente com Rondônia Hermano Penna acompanhou de perto toda a saga de ocupação e invasão da região. Como ele mesmo define, "tenho toda uma história de cinema com ela, porque a filmei muito, foi pela minha experiência de Amazônia que escrevi o argumento do filme Iracema, de Jorge Bodanski".
Em 1964, estudante de arquitetura da UNB, partiu para a Alemanha para estudar fotografia, voltando ao país em 1968, onde participa, como fotógrafo, de vários filmes e documentários. fotógrafo da revista Realidade, parte para a Amazônia. A construção da Transamazônica, os problemas fundiários da região, o desmatamento, as queimadas, e o aumento da miséria e da prostituição foram alguns fatos registrados durante a viagem.
Observando o cotidiano da região, realiza Iracema, rodado em 1974 com recursos da TV alemã, filme liberado pela censura brasileira somente em 1981, e considerado o melhor filme em exibição na Europa em 1975 e vencedor de vários importantes prêmios no mundo.
É um dos pioneiros no Brasil em trabalhar a ficção nos limites do documentário, tendo entres alguns dos destaques o documentário sobre o projeto Jari e um filme com o senador amazonense Evandro Carreira, chamado "Terceiro Milênio". Nos últimos anos, Bodanzky trabalho como cinegrafista para correspondentes da TV alemã, rodando documentários sobre questões sociais, e ao desenvolvimento de CD-ROMs e sites para a internet, a maioria ligados à questão ecológica.
Letícia Sabatella, é atriz atuante no cinema, teatro e televisão. Tem se destacado como ativista ambiental e social, participando constantemente em defesa dos direitos humanos e meio ambiente.Incentivada por Frei Beto e Herbert de Souza, a artista foi conscientizada da sua importância como celebridade para a participação em causas de defesa da vida. Letícia Sabatella já acampou com o Movimento dos Sem Terra para entender a proposta da reforma agrária, e conviveu com os índios Krahôs, em Tocantins, o que lhe rendeu a produção do documentário Hotxuá (2009).
Lucélia Santos – Em 31 anos de carreira, completados no mês
de setembro de 2003, a atriz se destacou em vários países
do mundo como a Escrava Isaura e em várias outras novelas e trabalhos
na televisão e cinema. Agora, a atriz estréia como diretora
com “Timor Lorosae - O Massacre que o Mundo Não Viu”,
um documentário baseado nos conflitos ocorridos no Timor Leste.
A diretora já havia realizado documentários na China,
Hong Kong, Tibet e Macau, mas considera a experiência em Timor
o mais significativo em sua carreira, diante das dificuldades que encontrou
para fazer as filmagens.
Atuou em várias novelas, mini-séries, casos especiais
e trabalhos na televisão e no cinema, destacando-se:
2001 - Três Histórias da Bahia; 2001 - O Sonho de Rose
- 10 Anos Depois; 1992 - Vagas Para Moças de Fino Trato (Lúcia);
1989 - Kuarup (Lídia); 1986 - Baixo Gávea; 1986 - As Sete
Vampiras (Elisa Machado); 1986 - Fonte da Saudade; 1981 - Luz del Fuego
(Luz del Fuego); 1981 - O Sonho Não Acabou (Lucinha); 1981 -
Álbum de Família; 1981 - Bonitinha Mas Ordinária
(Maria Cecília); 1981 - Engraçadinha (Engraçadinha);
1981 - História Devassa; 1977 - Mau Passo; 1977 - Um Brasileiro
Chamado Rosaflor; 1976 - O Ibraim do Suburbio; 1976 - Paranóia
(Lúcia Riccelli); 1976 - Já Não Se Faz Amor Como
Antigamente; 2002 - Timor Lorosae - O Massacre Que o Mundo Não
Viu (Direção)
A homenagem ao historiador, jornalista, fotógrafo e
engenheiro Manoel Rodrigues Ferreira se dá em função
de seus laços com a história e o povo de Rondônia
e em decorrência de sua vasta bibliografia, construída
ao longo de 62 anos de militância pelo povo, a história
do Brasil e a defesa do meio ambiente.
“A Ferrovia do Diabo”, um relato minucioso sobre
a epopéia da construção da lendária
Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e “Nas Selvas
da Amazônia”, onde relata a viagem realizada em
Rondônia no final da década de 50, integra o
paulista de Bica da Pedra à história de Rondônia.
Em 1959, Manoel Ferreira visita Rondônia a pedido do
então governador do Território Federal, Paulo
Leal, para fazer uma reportagem que sensibilizasse o presidente
Juscelino a concluir a estrada BR-29, na época um pequeno
trecho entre Porto Velho e Ariquemes. A reportagem, editada
no jornal “A Gazeta” em 1960 e republicada pelo
Diário da Amazônia em duas ocasiões, conseguiu
o seu objetivo : a rodovia foi aberta e passa a ser chamada
BR-364.
Extensa e densa, a bibliografia produzida por Manoel Ferreira
passa pelo trabalho realizado junto com os indigenistas Orlando,
Cláudio e Leonardo Vilas Boas, pela idealização
e formação do parque Indígena de Xingu
e pela elaboração do primeiro documentário
colorido realizado no Brasil, que permitiu mostrar o cotidiano
dos índios da região em vários países.
Manoel Ferreira também idealizou os parques Alto Ribeira,
em São Paulo, e dos Martírios, no Pará.
Ganhador de importantes prêmios do cinema nacional, como dois Kikitos de Ouro do Festival de Gramado, um como melhor ator no filme Barrela - Escola de Crimes em 1990, e outro como melhor ator coadjuvante por Dedé Mamata, em 1988.
Marcos Palmeira destaca-se ainda com o Troféu Candango de Melhor Ator no Festival de Brasília em 1997, por Anahy de las Missiones , além do Prêmio Lei Sarney de ator revelação pelo filme Dedé Mamata e o ET de Prata de melhor ator por sua participação em Dom, no 3° Festival de Cinema de Varginha em 2004.
O ator Marcos Palmeira foi o responsável pela organização da expedição a tribo Xavante São Pedro, em Mato Grosso, em 1980, onde recebe o nome de Tsiwari (Filho Valente), o que renderia, 25 anos depois, o documentário "Expedição A'Uwe - A Volta de Tsiwari", lançando durante o Fórum Social Mundial de 2005, onde faz um alerta sobre a precária situação em que vivem os índios brasileiros de todas as tribos.
Marina Silva,Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da Floresta Amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçado por aqueles que igonram o teu valor e o significado de sustentabilidade. Na esplanada dos Ministérios, como ministra do meio ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Defendeste sempre com ousdia nossas florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações. Teus passos são sempre guiados pela ponderação e pela fé. Teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção. Ela é Silva. Ela é selva. É floresta. É da Floresta Amazônica. Aparentemente frágil, ela tem sido um gigante na defesa ambiental, contra interesses, dos mais sórdidos. Levou país afora a mensagem da perfeita integração do homem dito moderno com a fauna, a flora, a geografia e a cultura beiradeira. Desde muito cedo, a menina dos seringais, superando adversidades próprias da nossa região, já sabia o que queria. Porque está no sangue, está no nome. Está nos corações de quem sabe que preservar a natureza é preciso. Ninguém melhor do que ela simboliza a resistência à servidão humana, a luta por um planeta onde a ciência, as oportunidades e a justiça sejam realmente para todos.
Maurice Capovilla nasceu em Valinhos,SP em 1936.
“Bebel, Garota-Propaganda”, realizado em 67 e
“O Profeta da Fome”, de 1970 dão início
a uma longa filmografia que inclui filmes como “O jogo
da Vida”, de 1976 e a à intensa atividade como
produtor, roteirista e diretor de cinema e televisão.
Integrante de um seleto grupo de intelectuais e cineastas
que criaram a famosa “Boca do Lixo” nos anos 70,
Capô como gosta de ser chamado, fez parte da equipe
de criação e direção da série
Globo Shell que viraria o Globo Repórter. Capovilla
também foi diretor do Instituto Dragão do Mar
de Arte e Industria Audiovisual do Ceará, no período
de 1996 a 1999. Recentemente o cineasta, que não realizava
um longa deste 76, lançou o premiado “Harmada”
(2002), baseado num romance de João Gilberto Noll,
que descreve a arte de fazer arte num país caótico
como o Brasil.
Considerado um dos mais importantes precursores do Cinema Novo, é responsável por várias das mais importantes obras do cinema nacional, iniciando a sua carreira entre 1949 e 1950 com um documentário em 16mm, "Juventude", apresentado em um congresso mundial da juventude comunista. Entre suas obras, destaca-se a trilogia Rio - 40 Graus, Rio - Zona Norte e Rio - Zona Sul, onde o cineasta demonstra a sua paixão pela Cidade Maravilhosa. Em 1974 realiza O Amuleto de Ogum, considerado por muitos um de seus melhores filmes e onde retrata a terra de violência e culto à umbanda da Baixada Fluminense. Levou às telas a obra-prima de Graciliano Ramos, Memórias do Cárcere, filme que lhe rendeu o pr6emio da crítica especializada no Festival de Cannes em 1984. Entre os mais de vinte filmes realizados por Nelson Pereira dos Santos, o público rondoniense assistiu durante o CINEAMAZÔNIA 2005 quatro de suas grandes obras: Vidas Secas de 1963, Memórias do Cárcere de 1984, Meu Compadre Zé Kéti de 2001 e RaÍzes do Brasil de 2004.
Othon Bastos nasceu em Tucano, BA . No teatro de Paschol Carlos
Magno fez, entre outras peças, “As três irmãs”,
de Tchekhov, “Um bonde chamado desejo”, de Tenesse Williams
e o “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna. Encenou “Castro
Alves pede passagem”, de Gianfrancesco Guarnieri, “Murro em
Ponta de Faca”, de Augusto Boal, “Calabar – O Elogio
da Traição” , de Chico Buarque e Ruy Guerra. No cinema,
os lendários “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “O
Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”, de Glauber Rocha,
“Os Deuses e os Mortos” que lhe deu o Troféu Candango
de melhor ator do Festival de Brasília em 1970, “São
Bernardo”, de Leon Hirzman,(Kikito de Ouro de Melhor Ator, no Festival
de Gramado em 1971). “Capitu”, de Paulo César Saraceni
além de muitos outros papéis em “Central do Brasil”,
“ Bicho de Sete Cabeças”, “Abril Despedaçado”
e outros filmes. Othon também empresta seu talento a muitos documentários
em que atua como locutor e em curtas-metragens como o recente “O
Número”, que lhe deu o prêmio de melhor ator do XIV
Cine Ceará em 2004.
Formada em pedagogia pela universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Jornalista, escritora, autora e ilustradora de mais de 50 livros. Tem vasta produção sobre literatura infanto-juvenil. Tem trabalhado como editora de texto, repórter e apresentadora de televisão há trinta anos, dezesseis dos quais exclusivamente dedicados à produção independente.
Foi apresentadora do programa Fantástico, da Rede Globo, de 1974 a 1985, além de editora, repórter e apresentadora dos telejornais Hoje e Globinho, de 1976 a 1985. Em 1977, criou ao lado de Roberto Werneck a RW Cine.
Há doze anos é presidente do Instituto Cultural Ecológico Terra Azul, organização não governamental, voltada para a área social e de meio ambiente. Premiada no Brasil e no exterior pelo seu trabalho jornalístico e informativo. Atualmente dirige e apresenta a série de TV Expedições.
RITA QUEIROZ – Nascida aos 02 de dezembro do ano de 1936, na localidade de Bom Será as margens do Rio Madeira, filha de Antônio Ferreira Queiroz e Dionízia Farias de Mendonça. Vive durante período de sua vida na cidade de Humaitá/AM. É professora no seringal onde nasceu. Em 1954 muda-se para Porto Velho (RO) onde casa-se e tem sua primeira filha. Em 1965 muda-se para a cidade do Rio de Janeiro onde descobre seu talento: as artes plásticas. Considerada por muitos pioneira das artes plásticas na cidade de Porto Velho. Rita ao lado de personagens como o padre Ângelo Cerri, Afonso Ligório, Canavarro e Fona compuseram na década de 1960 um grupo que deu início a trabalhos de arte numa cidade bastante acanhada, num momento em que o território do Guaporé possuía apenas dois municípios. Sua obra rompe as barreiras amazônicas e hoje é conhecida nacionalmente, atuando como artista plástica há mais de 30 anos. Rita é um dos maiores nomes das artes rondonienses, divulgando as cores e as formas da Amazônia em seu trabalho, tendo participado de exposições dentro e fora do Brasil, inclusive com patrocínio da Panasonic, que utilizou suas obras numa campanha mundial. Seus trabalhos mais recentes têm divulgado os mitos da floresta, a cultura amazônica e seus encantos e mistérios. É uma das defensoras da arte regional, que vê como forma de expressão e libertação do homem e da valorização do espaço.
É biólogo e cineasta. Desde 1977 se dedica a produções independentes para televisão na área ambiental. Foi professor de biologia e produtor de imagens ao microscópio e submarinas. Junto com sua mulher, Paula Saldanha, viaja pelo Brasil e exterior registrando a vida de suas populações. Realizou documentários da serie “Brasil Pesquisa”, dando origem ao primeiro programa de ciências e meio ambiente para jovens na televisão brasileira, em 1979 (TV Globo). Muitos desses documentários produzidos para o programa Fantástico lhe renderam vários prêmios no Brasil e exterior.
A série “Terra Azul”, veiculada na Rede Manchete em 1989 e 1990, apresentou para o grande publico denuncias, contestação e reivindicação de comunidades de varias partes do pais.
Além da televisão, outras mídias como CD-ROMs, livros e exposições têm reunido o rico acervo de filmes, fotos e vídeos do cineasta. Atualmente, ao lado de Paula Saldanha dirige a série TV Expedições.
Em exibição ao lado de Paula Saldanha no CINEAMAZÔNIA: Cristalino I, SOS Amazônia, Índios Yaualapitis, Xingu de Orlando Villas Boas, Nascente do Amazonas I e Nascente do Amazonas II
Nasceu em Lourenço Marques, hoje Maputo, Moçambique, então colônia portuguesa, em 1931. Adolescente, já publicava críticas de cinema, contos e crônicas e já fazia filmes em 8 mm. Ativista político, participou de movimentos anti-racistas e pró-independência antes de deixar seu país, aos 19 anos. De 1952 a 1954, estudou arte cinematográfica em Paris no IDHEC (Instituto de Altos Estudos Cinematográficos) e começou a trabalhar na França, como assistente de câmera e assistente de direção.
Melhor conhecido como diretor, Ruy Guerra também atua como montador, diretor de fotografia, produtor e ator (como em "Aguirre, a Cólera de Deus" de Werner Herzog, 1972). Geralmente é roteirista ou co-roteirista dos filmes que dirige. Trabalha com inúmeros estilos cinematográficos, entretanto, seus filmes retratam de maneira esteticamente inovadora a opressão e a exploração sócio-econômica.
Tendo filmado em muitos países, é geralmente associado ao cinema brasileiro, como um dos pioneiros do Cinema Novo dos anos 60. Seu primeiro longa metragem, "Os Cafajestes" (1963), foi um dos poucos sucessos comerciais do Cinema Novo. Dois outros longas de sua autoria, "Os Fuzis" (1964) e "Os Deuses e os Mortos" (1970), são considerados marcos do cinema brasileiro. Em "A Queda" (co-dirigido com Nelson Xavier, 1977) retoma a vida dos personagens de "Os Fuzis", numa instigante experiência sobre a vida sofrida da classe operária do Rio de Janeiro.
No final dos anos 70, com a independência de Moçambique, retorna a sua terra natal para participar da criação do Instituto Nacional de Cinema moçambicano. Nos anos 80, abandona seu tratamento radical de temas políticos e faz três longas de grande beleza estética: "Ópera do Malandro" (1985), comédia musical, adaptada da obra de Chico Buarque, a "Fábula da Bela Palomera" (1987), filme de época e história de amor baseado em obra do Prêmio Nobel Gabriel García Marquez; e "Kuarup" (1988), uma das maiores superproduções do cinema brasileiro, que traduz de modo eloqüente o romance de Antonio Callado.
Em exibição no CINEAMAZÔNIA: Erendira (1983), Os Fuzis (1964) e Kuarup (1988).
O renomado documentarista carioca Silvio Tendler nasceu em 1950. Ele é conhecido como como "o cineasta dos vencidos" ou "o cineasta dos sonhos interrompidos" por abordar em seus filmes personalidades como Jango, JK, Carlos Marighella. Com cerca de 40 filmes produzidos, entre curtas, médias e longas-metragens, Silvio é, antes de tudo, um humanista. Em 1981 fundou a Caliban Produções Cinematograficas Ltda., produtora direcionada para biografias históricas de cunho social. Tendler é detentor das três maiores bilheterias de documentários na história do cinema brasileiro: “O Mundo Mágico dos Trapalhões” (1 milhão e 800 mil espectadores), “Jango” (1 milhão de espectadores) e “Anos JK” (800 mil espectadores). Seu filme mais recente, "Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá", ganhou o Prêmio de Melhor Filme do Júri Popular na última edição do Festival de Brasília. m 2005 recebeu o Prêmio Salvador Allende no Festival de Trieste, Itália, pelo conjunto da obra. Em 2008, foi homenageado no X Festival de Cinema Brasileiro em Paris, com uma retrospectiva de seus filmes.
Stepan Nercessian, O ator Stepan Nercessian foi presidente e agora é membro da diretoria do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (Sated-RJ); dirigiu o Instituto de Artes e Cultura (RioArte); e como diretor do Retiro dos Artistas, atuou na melhoria de vida dos moradores daquela entidade. Stepan também é Presidente de Honra da Escola de Samba Caprichosos de Pilares. Estreou na carreira artística como ator no filme Marcelo Zona Sul (1970). Depois, atuou em dezenas de outros filmes. Na televisão, atuou em diversos seriados e novelas, sendo contratado da TV Globo desde 1972.
Thiago de Melo – O poeta amazonense tem sua
obra baseada na exaltação da denúncia
contra a opressão, o que lhe valeu viver vários
anos exilado entre Argentina, Portugal, França e Alemanha,
só retornando ao Brasil em 1978. Sua obra mais polêmica
é o Os Estatutos do Homem, um conjunto de direitos
e deveres líricos que corre o mundo em diversas edições
estrangeiras.
Durante o CINEAMAZÔNIA será apresentado o documentário
“Thiago de Mello – 70 Anos de Amazônia”,
produzido e dirigido por Isabella Thiago de Mello, artista
e cineasta. Em 60 minutos é apresentada a vida do poeta
com participação de grandes nomes da cultura
brasileira, como Ferreira Gullar, Carlos Heitor Cony, Márcio
Moreira Alves, Luís Carlos Barreto, Roberto Retamar,
Pablo Armando Hernandes, Armando Nogueira, Moacyr Felix, entre
outros. Segundo Isabella, o filme é uma verdadeira
viagem pela Amazônia através da obra do poeta.
Vicente Silvério Rios nasceu em 54. Trabalha desde
os 14 anos com audiovisual, tendo atuado em empresas de GO e SP. Em 1980,
ao lado de Adrian Cowell, iniciou suas filmagens na Amazônia, realizando
5 filmes (Na trilha dos Uru Eu-Wau-Wau, Montanha de Ouro,Chico Mendes
- Eu quero viver, Nas Cinzas da Floresta , As tempestades da Amazônia.),
que resultaram na série"A Década da Destruição”,
uma das mais premiadas séries em que trabalhou . A série
foi produzida por Roger James e editada por Chriss Cristoffe e Terry Twigg.
Em 1988 foi premiado pela ONU por seu trabalho em defesa do meio ambiente
na Amazônia.
Recebeu também prêmios da American Video Film
Association
Foi
premiado no II FICA- Festival Internacional de
Goiás em 2000 com o Troféu de Imprensa e também no
IV
FICA, em 2002.
Vincent Carelli, , com 40 anos de indigenismo, iniciou em 1987 o Vídeo nas Aldeias, um projeto que coloca o video a serviço dos projetos políticos e culturais dos índios. Vincent Carelli produziu então uma série de 16 documentários sobre os métodos e resultados deste trabalho. "A Arca dos Zo’é", recebeu vários prêmios, entre eles o primeiro prêmio no 16º Tyo Video Festival e no Cinéma du Réel em Paris, e a trilogia "O Espírito da TV", "A Arca dos Zo’é" e "Eu já fui seu Irmão" foi exibida pelo Canal+ na França e por uma série de televisões publicas pelo mundo. Em 1999, Carelli recebe pelo Video nas Aldeias o Prêmio UNESCO na 6ª Mostra Internacional do Filme Etnográfico por respeito à diversidade cultural e de busca de relações de paz interétnicas. Em 2000, Carelli realizou a série "Índios no Brasil", dez vídeos para a TV Escola do MEC. A série, com dez mil cópias distribuídas em escolas públicas, vem sendo reprisada há 10 anos pelas redes públicas de TV, atingindo milhões de brasileiros. Vincent Carelli é atualmente secretario executivo da ONG Video nas Aldeias em Olinda e atua como formador de realizadores indígenas e produtor de seus filmes. Em janeiro de 2009, finalizou “Corumbiara”, um longa-metragem sobre sua trajetória junto aos índios isolados da Gleba Corumbiara no sul de Rondônia.
Já escrevia Vítor Hugo: “ A história
são os homens que a fazem, mas os documentos e os
monumentos deixados por eles a escrevem”.
O autor de 50 Anos do Território Federal do Guaporé,
o salesiano e documentarista Professor Vítor Hugo,
fez estudos superiores nos Estados de São Paulo,
Rio de Janeiro e no exterior e buscou estas paragens do
poente para se fixar e fazer a sua e a historia de Rondônia.
Em seus 56 anos de vida e luta por Rondônia, ocupa
a cátedra do magistério, tanto em nível
médio quanto no ensino superior. Por sua atuação
em defesa do Estado e da cultura de seu povo, torna-se o
primeiro Secretário do Estado de Rondônia para
a Cultura, o Esporte e o Turismo, e cria a Rádio
Caiari, implantado o automatismo telefônico em Porto
Velho, onde nos anos 1960 coloca no ar a primeira imagem
de televisão.
É o autor do filme “Rondônia Hoje”,
produzido em 16 mm na década de 1970, mostrando fatos,
tradições e o contexto do patrimônio
arquitetônico e histórico da época.
É o autor ainda de “ Desbravadores” ,
contado a história daqueles que lutaram em nosso
Estado, ele mesmo sendo um deles.
Criador da Rádio Caiari, criador da TV Educativa
em Rondônia, o Professor Vítor Hugo é
homenageado também pelo conjunto da sua obra, com
a autoridade de profundo conhecedor da região e dos
homens e mulheres que habitam Rondônia acompanhando,
passo a passo, o progresso que a envolve, com seus complexos
problemas, a partir da eclosão migratória
aos problemas ecológicos, ambientais e do índio,
todos vistos sob o aspecto social e humano.
Nasceu em Fortaleza, Ceará, produtor e diretor de cinema há três décadas. E 1965, fundou com Glauber Rocha a Mapa Filmes, empresa que realizou, entre outros, Terra em Transe (1966), O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1968) e Cabeças Cortadas (1970). Em 1999 dirigiu ambicioso projeto, Villa Lobos, Uma Vida de Paixão.
Foi levado para o cinema por Leon Hirszman, com quem se formou, em 1964, pela Escola Nacional de Engenharia. Entre suas produções destacam-se Menino de Engenho (1965), dirigido por Walter Lima Jr.; Terra em Transe (1966), O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1968) e a co-produção estrangeira Cabeças Cortadas (1970), todos dirigidos por Glauber Rocha; Quando o Carnaval Chegar (1972), de Carlos Diegues; e o documentário Cabra Marcado Para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho.
Com Armando Costa produziu e co-dirigiu Minha Namorada (1970). Tendo como protagonista seu irmão Chico Anysio, dirigiu o primeiro episódio da comédia O doce esporte do sexo (1971). Foi produtor e diretor dos filmes: Os Condenados (1973), Morte e Vida Severina (1976), Terra dos índios (1978) e Avaeté, Semente de Vingança (1985), medalha de prata do Festival de Cinema de Moscou.
Finalizou recentemente JK, bela noite para voar, um filme de ficção sobre a vida e a obra do presidente Juscelino Kubitschek. Trabalha ainda em Bisa Bia, Bisa Bel, baseado no livro homônimo de Ana Maria Machado, em fase de captação. Realizou os documentários de curta-metragem Arte para todos (2004), e Ferreira Gullar – A necessidade da arte (2005), co-dirigido com Vera de Paula, Aruanã Cavalleiro e Cláudia Duarte.
Em exibição no CINEAMAZÔNIA: Avaeté – Semente da Vingança (1985), Terra dos Índios (1979) e Villa Lobos – Uma Vida de Paixão (2000)
Maria José Motta de Oliveira, ou Zezé Motta, nasceu em Campos de Goytacazes (RJ) em 1944, mas a família mudou para o Rio de Janeiro quando ela tinha dois anos de idade. Frequentou a escola doTeatro Tablado. Começou a carreira de atriz em 1967, estrelando a peça Roda-viva, de Chico Buarque.. Em 1919, atuou em Fígaro, fígaro, Arena Canta Zumbi, A vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato. Em 1972, participou de Orfeu Negro e, em 1974, atuou em Godspell.. A carreira de cantora teve início em 1971, em casas noturnas paulistas. De 1975 a 1979, lançou três LPs. Nos anos 1980, lançou mais três discos. Participou de filmes como Vai trabalhar, vagabundo (1973), Ouro Sangrento, Anjos da Noite, Tieta do Agreste, Xica da Silva (1976), este a consagrou internacionalmente. Depois veio Orfeu. Em 1994 gravou a canção o ciclo da vida,abertura do filme O Rei Leão (1994)). Atuou na telenovela Xica da Silva em 1996.
