Porto Velho, 23 de Maio de 2013

Imprensa 

 

 

 

Se a vida é marcada por desafios, é inútil tentar evitá-los. Foi esta determinação que tornou realidade o sonho de um festival de cinema nas entranhas da floresta Amazônica, odisseia imaginada no virar do segundo milênio. Dos precursores da epopeia, Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis são os sobreviventes. Mas a trupe é arrojada, e haja braços para muitas vezes remar contra a maré até chegar à oitava edição do FestCineamazônia.
Esta obra é uma espécie de prestação de contas. Nas páginas seguintes o leitor ingressará no mundo mágico da sétima arte; verá quanta gente do cinema, do teatro, da música e das letras foi homenageada pelo Festival. Dezenas de vídeos de todo o Brasil e do exterior concorrem a cada edição ao troféu Mapinguari, o prêmio máximo do evento que já consta do Calendário Cultural de Rondônia e do Circuito de Festivais de Cinema de todo o país, reconhecimento do Fórum Nacional de Festivais.
O cinema é celebrado com música e muita poesia. Zezé Motta, Paulinho Moska, Nilson Chaves, Celso Viáfora, Bado e Bando, Binho, Zezinho Maranhão, Ceiça Farias, Eliza Cristina e Eliakin Rufino são allguns artistas que já fizeram show desde a primeira edição. Mas não é só com a música que o cinema mantém essa relação visceral, a literatura também participa dessa “luxúria” da arte. Dois livros já foram lançados pelo Festival: Os Guardiões das Lembranças – Memória e Histórias dos imigrandes gregos no Brasil, da jornalista Vassiliki Thomas Constantinidou, e Arreda homem Que aí vem mulher, da professora Nilza Menezes.
Um Dia de Liberdade foi a ousada ideia de levar todas as detentas do presídio feminino de Porto Velho para dentro do cinema. Com o apoio da Justiça, das polícias Civil e Militar, um aparato garantiu a segurança e o sonho de dezenas de mulheres que querem mais uma chance. Ações inclusivas, além da preocupação com a integridade da natureza e do homem, são temas de discussão nos debates realizados a cada edição entre as comunidades e estudiosos. A proposta do FestCineamazônia é aglutinar forças contra toda forma de injustiça, agressão ao Planeta, exploração do homem e o preconceito. É mister refletir o nosso comportamento com a natureza.
O Festival mantém ainda o Cinema no Beiradão, evento consagrado pelas comunidades ribeirinhas; a Escola vai ao Cinema (parceria com a SEMED e SEDUC); Cinema nos Bairros; Cinema no Circo; Cinema no Terreiro; Mostra Arco Íris, cuja proposta é combater a homofobia; FestCineamazônia Itinerante, que vai a todos os distritos de Porto Velho e a algumas cidades de Rondônia, a todas as capitais da Amazônia, à Bolívia, Peru e Colômbia, a Portugal, e até à África (Cabo Verde).
O FestCineamazônia faz filme e documenta a realidade dos lugares por onde passa. A Itinerância gerou produtos que integram um rico acervo documental. São nove curtas e um livro de fotografias produzidos. Os curtas sâo: Uma Só América, O Circo no Cinema, O Cinema no Meio do Mundo, O Cordel do Cinema, Nada é Longe, Horizontes e Fronteiras, Vozes dos Andes, Cine Poeira Bolívia Nueva.
A partir de agora você está convidado a Ingressar no mundo mágico  do cinema. Boa viagem!

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